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Smartphone vai se tornar sua carteira digital em breve.

Smartphone vai se tornar sua carteira digital em breve

O seu smartphone já faz quase tudo hoje em dia, mas a Febraban(Federação Brasileira dos Bancos) ainda acredita que ele poderá se tornar a sua carteira digital em breve.

De acordo com Gustavo Fosse, diretor setorial de tecnologia e automação bancária da Febraban, os aparelhos poderão ser usados para pagamentos em lojas físicas, tomando o lugar do cartão de crédito de plástico, e até mesmo para debitar crédito em catracas de transporte público (ônibus, metrô ou trem).

O primeiro cenário já está próximo, com o lançamento anunciado do SamsungPay, a carteira virtual da Samsung, que deve acontecer nos próximos meses. A Apple também tem um serviço similar, mas que ainda está em fase de negociação no Brasil e não há previsão oficial de estreia.

Fosse, entretanto, lembra que nada impede que os próprios bancos lancem suas próprias carteiras digitais no futuro. O pagamento poderia ser realizado por uma tecnologia chamada NFC, presente em smartphones topo de linha e em alguns intermediários avançados. Ela promove uma comunicação segura com o terminal de pagamentos da loja física, dispensando o uso do cartão de plástico.

O uso do smartphone para realizar pagamentos em transporte público ainda não tem previsão de acontecer, pois é algo que depende de parcerias com prefeituras. Em São Paulo, a inovação mais recente neste campo é a possibilidade de recarregar o Bilhete Único dentro do ônibus (334 veículos permitem a ação, mas ainda estão em fase de testes).

A visão da Febraban sobre o futuro do uso dos smartphones tem base em dados de uso, coletados pela Deloitte para o relatório chamado Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2015.  Ou seja, os brasileiros fizeram 11,2 bilhões de transações bancárias pelo celular, enquanto, no passado, eram 4,7 bilhões.

Paschoal Baptista, sócio da Deloitte e especialista na indústria de serviços financeiros, vê o crescimento relacionado com o aumento de smartphones. ?É algo natural e o brasileiro está menos receoso de realizar operações pelo celular?, afirmou Baptista.

Para garantir a segurança e a oferta de um bom serviço mobile, os bancos gastam muito com tecnologia.

No ano passado, os investimentos e as despesas nesse setor somaram 19,2 bilhões de reais, sendo que 44% em software, 35% em hardware, e 20% em telecomunicações.

Os principais bancos do país contam com aplicativos que já são diferentes das versões para navegadores, indica Baptista. Isso estimula o uso pelo celular.

Na visão dos porta-vozes, alguns dos recursos mais atraentes são a possibilidade de pagar contas usando a câmera para a leitura de códigos de barras e de gerenciar as finanças a qualquer momento do dia.

Com essa cultura disseminada, a adoção do smartphone como carteira digital deve ser algo que acontecerá em breve.

Fonte: Exame.com

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